segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Citações

Amigos do Clube de Leitura,

Reproduzo aqui algumas citações interessantes sobre livros. Leia e comente a que mais (ou menos) gosta:

“Não há amigo tão leal quanto um livro.”
Ernest Hemingway

“Uma xícara de chá nunca é grande o suficiente, assim como um livro nunca é longo o suficiente.”
C. S. Lewis

“Eu acho a televisão muito educativa. Toda vez que alguém a liga, eu vou para a outra sala e leio um livro.”
Groucho Marx

“Há tantos livros, mas há tão pouco tempo.”
Frank Zappa

“Uma pessoa, seja ela cavalheiro ou senhorita, que não sinta prazer ao ler um bom romance, deve ser intoleravelmente estúpida.”
Jane Austen, em Northanger Abbey

“Se alguém não tiver prazer em ler um livro várias e várias vezes, não há motivos para lê-lo, afinal.”
Oscar Wilde

“Eu sempre imaginei que o paraíso deve ser algum tipo de biblioteca.”
Jorge Luis Borges

“Em uma boa biblioteca, você sente, de alguma forma misteriosa, que está absorvendo, através da pele, a sabedoria contida em todos aqueles livros, mesmo sem abrí-los.”
Mark Twain

“Nunca confie em ninguém que não trouxe um livro consigo.”
Lemony Snicket

“Leia para viver.”
Gustave Flaubert

“Um livro sem palavras é como o amor sem beijos; é vazio.”
Andrew Wolf

“Se há um livro que você queira ler, mas ainda não foi escrito, então você deve escrevê-lo.”
Toni Morrison

“Há dois motivos para ler um livro; um, é o prazer em lê-lo; o outro, é a possibilidade de melhorá-lo.”
Bertrand Russell

“Contos de fada são mais do que a verdade. Não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados.”
Neil Gaiman

“Se você tem um jardim e uma biblioteca, você tem tudo que precisa.”
Marcus Tullius Cícero

“Os livros servem para mostrar para um homem que aqueles seus “pensamentos originais”, não são tão novos assim, afinal.”
Abraham Lincoln

“Uma casa sem livros é como uma sala sem janelas.”
Heinrich Mann

“Há livros que devem ser provados, outros devorados, mas só alguns devem ser mastigados e digeridos.”
Cornelia Funke

“O pior dos novos livros é que eles nos impedem de ler os antigos.”
Joseph Joubert

“Literatura é luxúria; ficção é uma necessidade.”
G.K. Chesterton

“A ficção revela a verdade que a realidade esconde.”
Jessamyn West

“Minha vó sempre dizia que Deus fez as bibiliotecas para que as pessoas não tenham desculpas para serem tão estúpidas.”
Joan Bauer

“Há crimes piores do que queimar livros. Um deles é não lê-los.”
Joseph Alexandrovitch Brodsky

“Um clássico é um livro que nunca termina de dizer o que tem para dizer.”
Italo Calvino

“Nós vivemos para os livros.”
Umberto Eco, em O Nome da Rosa

“Não há razão para um mesmo homem gostar dos mesmos livros aos dezoito e aos quarenta e oito.”
Ezra Pound

“Quando você relê um clássico, você não vê mais no livro do que havia antes; você vê mais em você do que havia antes.”
Clifton Fadiman

“Sempre leia coisas que façam você parecer bem caso morra no meio da leitura.”
P.J. O’Rourke
                                                                                       
                                                                       Jéssica Minosso

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O prazer de ler

Sou daquelas pessoas que gosta de ler. Acho que sempre gostei de ler. E penso que vários factores da minha infância e da minha adolescência concorrem para este gosto. Um deles, ter uma irmã, a Lurdes, amante da leitura e uma poetisa (o seu livro já está à venda), que lia e lia. Claro que acabei por ir atrás dela nesse gosto pelos livros. Ser evangélico foi outro factor que alimentou em mim esse gosto. Na igreja sempre fomos encorajados a ler e ler muito. Lembro-me de trocarmos livros entre nós e ficarmos a falar sobre essas leituras. A minha mãe também foi sempre uma pessoa que gostou de ler e, apesar das dificuldades financeiras que vivíamos, nunca desencorajou a minha apetência por comprar livros.

Para mim ler, é entrar num mundo onde as ideias, os sonhos, as fantasias, os argumentos, os conhecimentos, a sabedoria, existem, vicejam e medram. E como precisamos conhecer e habitar esse mundo de ideias e de saberes, cuja entrada nos é facultada pelas leituras. E haverá melhor prazer do que este, de expandirmos a nossa mente e os nossos saberes?

João Saramago

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O poder da palavra

Pegando no fio da meada que a nossa querida Paula começou por desfiar, e tecendo mais um pouco desta trama que juntos iremos fazer, eu diria que o poder que nos foi concedido para alterarmos realidades se insere no poder da Palavra.
Palavra falada, palavra escrita, palavra lida. As palavras moldam-nos desde a infância. Quem não se lembra de algumas palavras importantes que foram decisivas para a nossa vida?
As palavras toldam: incentivam ou retraem, levantam-nos das cinzas ou aprisionam nossas almas, dão-nos alento ou desinquietam o nosso espírito.
O que seria do Homem sem as palavras? A palavra é a nossa racionalidade. A capacidade que nos difere dos animais e nos faz á imagem e semelhança de Deus. É o concretizar do abstracto. Somos pequenos “deuses” porque pensamos e verbalizamos. As idéias e sentimentos saem da esfera do eu e concretizam-se no outro sob a forma de palavra. Por isso influenciamos, porque temos poder nas palavras que proferimos.
Conceitos, idéias, imagens, sonhos, todos contidos na palavra. O conhecimento transmitido de geração em geração....a nossa memória! A memória da humanidade... Por isso ler é importante e pode ser um prazer. Importante porque nos insere no mundo que nos rodeia, nos outros. Porque nos faz conhecer a nossa história, quem somos o que cremos e também o que não somos e não cremos. Faz-nos conhecer o diferente e o semelhante.
Se o nosso pensamento é toldado por palavras precisamos de nos alimentar delas para podermos exercer com qualidade essa autoridade que nos foi (de)legada. Que palavras escolher? Aí eu deixo um conselho escrito no Livro dos livros: “Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos” (Bíblia, NTLH, Pv 4:23).

Lia Cruz

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O agridoce paradoxo da leitura

O clube de leitura “O prazer de Ler” iniciou esta semana as suas actividades.
Jovens e adultos fazemos parte dos 58% dos portugueses que, num inquérito de avaliação do Plano Nacional Leitura, afirmam gostar de ler. E, o mais importante: fazemos parte dos 61% dos portugueses que afirmaram, no mesmo inquérito, realizado há dois anos, que lêem por prazer.
A leitura é um hábito solitário, mas é também a única maneira de sabermos que não estamos sós. A leitura, para uns, é um vício, para outros, uma obrigação; entre tantos é lazer e outros tantos, profissão; para muitos, uma viagem, para alguns, uma paragem. Aquele que se prende aos livros liberta-se para uma vida mais plena.
Mas o agridoce paradoxo da leitura não nos acompanha desde sempre. Essa dádiva só nos foi dada há cerca de 3000 anos, com a criação do alfabeto fenício e quando foi possível transformar em símbolos e imagens os sons que emitíamos. A leitura veio mudar até a forma com qual transmitimos a nossa cultura.
Fernando Pessoa certa vez escreveu que “ ler é sonhar pela mão de outrem”. E se a leitura é uma ponte para os sonhos, um refúgio e um alento quando estamos entregues a nós, é, na mesma medida, um poder que nos foi concedido para alterarmos realidades. Se para o bem ou para o mal é, tal como sugere o título da primeira obra que abraçaremos nessa empreitada, uma questão de escolha.

Boa leitura a todos!


Ana Paula Margarido de Azevedo