quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O agridoce paradoxo da leitura

O clube de leitura “O prazer de Ler” iniciou esta semana as suas actividades.
Jovens e adultos fazemos parte dos 58% dos portugueses que, num inquérito de avaliação do Plano Nacional Leitura, afirmam gostar de ler. E, o mais importante: fazemos parte dos 61% dos portugueses que afirmaram, no mesmo inquérito, realizado há dois anos, que lêem por prazer.
A leitura é um hábito solitário, mas é também a única maneira de sabermos que não estamos sós. A leitura, para uns, é um vício, para outros, uma obrigação; entre tantos é lazer e outros tantos, profissão; para muitos, uma viagem, para alguns, uma paragem. Aquele que se prende aos livros liberta-se para uma vida mais plena.
Mas o agridoce paradoxo da leitura não nos acompanha desde sempre. Essa dádiva só nos foi dada há cerca de 3000 anos, com a criação do alfabeto fenício e quando foi possível transformar em símbolos e imagens os sons que emitíamos. A leitura veio mudar até a forma com qual transmitimos a nossa cultura.
Fernando Pessoa certa vez escreveu que “ ler é sonhar pela mão de outrem”. E se a leitura é uma ponte para os sonhos, um refúgio e um alento quando estamos entregues a nós, é, na mesma medida, um poder que nos foi concedido para alterarmos realidades. Se para o bem ou para o mal é, tal como sugere o título da primeira obra que abraçaremos nessa empreitada, uma questão de escolha.

Boa leitura a todos!


Ana Paula Margarido de Azevedo

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